"Uma lenda, duas lendas, tantas lendas…" – Marcos


O Negrinho do Pastoreio
No tempo dos escravos havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo a gritas e a relho. Naquele fim de mundo fazia o que bem entendia, sem dar satisfação a ninguém.
E havia um negrinho escravo que era responsável pelo pastoreio dos animais, pois naquela época não havia cerca, os limites dos campos eram aqueles colocados por Deus, Nosso Senhor: rios, cerros e lagoas.
Certo dia um animal escapou e o negrinho contou ao estancieiro que ficou muito bravo. O negrinho apanhou uma barbaridade, mesmo assim teve que ir atrás do baio.
Pegou um toquinho de vela e avios de fogo com fumo e tudo e saiu campeando, mas não achou. O dia estava chegando e devia voltar para a estância.
Quando chegou foi amarrado no tronco e apanhou tanto que morreu ou pareceu morrer.
O estancieiro ordenou aos escravos que abrissem a tampa de um formigueiro e lançassem o negrinho lá dentro.
No outro dia foram ver o formigueiro e o estancieiro ficou surpreso ao ver o negrinho lá, de pé, com a pele lisa e sem as marcas das chicotadas, estava junto com Nossa Senhora.
O estancieiro ajoelhou e pediu perdão ao negrinho que não respondeu nenhuma palavra, beijou a mão da Nossa Senhora e foi embora galopando.
Quando você perder alguma coisa, é só pegar um toco de vela ou pedaço de fumo e pedir ao negrinho para ajudar.
Reescrito por Marcos Guimarães de Barros Neto
Anúncios

2 thoughts on “"Uma lenda, duas lendas, tantas lendas…" – Marcos

Obrigada pela visita! Seu comentário será publicado após aprovação.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s